domingo, 5 de junho de 2011

Formação do Professor por dentro da Profissão

Nas sociedades contemporâneas, a força de uma profissão define-se, em grande parte, pela sua capacidade de comunicação com  o público. E comunicar ao público requer embasamento e justificativas de conhecimento de causa. Portanto, a força de uma profissão não vem com discursos ao público, mas com a formação dentro da profissão.
O excesso dos discursos esconde, freqüentemente, uma grande pobreza das práticas. E esses discursos, em grande maioria, não se transformam em benefícios. Servem, em grande parte, apenas para marcarem território e para externarem frustrações diversas; por conta da insegurança provocada pela falta de justificativas para com a efetivação de pautas inventadas e, principalmente, da necessidade de impor “liderança” em uma classe.
Ou melhor, na prática a teoria é outra. É preciso haver ética e conscientização para com a realidade na hora de tentar fortalecer uma profissão. Nesse sentido, nos dias atuais, não é mais tolerável destemperos de “líderes” terroristas psicológicos.
Este meu preâmbulo se faz necessário em face ao tema aqui a ser abordado, que é a Formação do Professor por dentro da profissão. Não sou um professor de formação acadêmica, mas de formação por conseqüência de vida. Esta a minha justificativa ao tentar expressar o meu ponto de vista para com a atual Formação de Professores.
Tamanha ousadia minha aflorou após concluir a leitura do belíssimo livro “O Regresso dos Professores”, do Escritor Português António Nóvoa – Doutor em Ciências da Educação e Reitor da Universidade de Lisboa. E por falar em António Nóvoa, foi um grande prazer estar ao lado desse grande Escritor e Doutor para com a formação de Professores. Estivemos juntos falando de livros quando da sua palestra no Congresso Internacional sobre Formação de Professores e de Gestão em Educação, realizado de 26 a 28 de maio/2011, em São Luís, conforme foto abaixo.
Escritor António Nóvoa,
após autografar livro para Raymundo José
António Nóvoa, em “O Regresso dos Professores”, deixa claro a urgente necessidade de uma melhor preparação da Profissão de Professor.
“É preciso promover novos modelos de organização de professores” (António Nóvoa).
Para o Escritor, “quanto mais se fala da autonomia de Professores mais a sua ação surge controlada, por instâncias diversas, conduzindo a uma diminuição das suas margens de liberdade e de independência”. 
E um Professor sem liberdade e sem independência não conseguirá atingir os seus anseios profissionais.
Um exemplo do que fala o Escritor é a organização Sindical a que estão envolvidos muitos Professores.  Essa falsa representação dos Docentes não ajuda em nada para com  o Objetivo Real Final do exercício da profissão. A maioria dessas “representações” serve apenas para justificar a atuação de uma organização em prol dos objetivos políticos de poucos. Estes não sendo os verdadeiros Professores.
Sou partidário de novos modelos para com a formação de professores, dentro do exercício da profissão, como sugere (em quatro itens) António Nóvoa:
1o – Estudo aprofundado de cada caso, sobretudo dos casos de insucesso escolar;
2o – Análise Coletiva das práticas pedagógicas (de cada professor);
3o – Obstinação e persistência profissional para responder às necessidades e anseios dos alunos;
4o – Compromisso Social e vontade de mudança.
Esses quatro pontos são fundamentais, mas eu acrescentaria um quinto item:
5oAvaliação Periódica do trabalho do Professor (via mecanismo específico)
Aqui neste item pode está uma grande ferramenta para uma ótima formação do Professor, pois o alunado terá a sua instrução avaliada conforme um mecanismo específico, e que a média alcançada pelo grupo de alunos será a responsável para dizer quais os próximos passos para com a formação do Docente.  Este mesmo mecanismo será o ponto chave na hora de valorizar o Professor, no quesito remuneração mensal. Se os alunos tiverem média elevada na instrução proposta, o Educador será recompensado por tal feito.  Esse mecanismo libertará todos os Professores das garras dos sindicalistas, já que o salário de cada Docente será conforme a sua atuação e resultados.  Naturalmente os mais comprometidos com a causa e que melhores resultados conseguirem serão os mais bem remunerados, sem precisar ter “representantes”.  Aí sim, o Professor terá a liberdade e a Independência conforme cita António Nóvoa.

Dedicatória para Raymundo José
Para o Raymundo, um livro que fala dos Professores
e que alimenta novas esperanças. António Nóvoa- 26.5.2011

No meu ponto de vista não é justo o Professor “A” (dedicado, comprometido com a causa e com a busca de bons resultados na aprendizagem dos alunos) ser colocado no mesmo ranking profissional do Professor “B”, que só pensa nas vantagens dele próprio; ou melhor, no salário que vai receber no final do mês; não ligando para os resultados negativos que possam vir.
Assim, o exemplo dos médicos e dos hospitais escolares e o modo como a sua preparação está concebida nas fases de formação inicial, de indução e de formação em serviço talvez nos possa servir de inspiração.
Portanto, é preciso passar a formação de Professores para dentro da profissão. Só assim todos os Professores, com liberdade e Independência, conquistarão Autonomia Educacional e valorização financeira, na mesma proporção dos seus esforços aplicados.
Aí, sim, a força da profissão Professor estará no próprio Docente. Exterminando, de vez, as falsas representações de classe.

Simples assim!

Ah, recomendo a você fazer a leitura do Livro “O Regresso dos Professores”

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Isto dói no “juízo” de quem prega terrorismo

Texto: Raymundo José
O direito ao exercício pleno da cidadania é constitucional, mas nem por isso a nossa comunidade pode ficar refém de atos obsessivos praticados por (+ ou -) 28 cabeças que acham que ser líder é andar nas vias públicas externando as suas frustrações por conta da visível inanição profissional a que esses “atuadores no serviço público” estão sucumbindo em nossa Coelho Neto. Nomeá-los é perda de tempo, já que suas atuações são vistas como meras revoltas por não receberem tudo aquilo que acham ser o ideal para as suas realizações financeiras pessoais. O ato de reivindicar deve ser exercido desde que estejam condizentes com os esforços desses pleiteadores. É o que não estamos vendo por parte do Grupo dos 28. Triste daquele que acha ser, grandiosamente, o sábio da turma; pois acima desse sentimento obsessivo estão a coerência e a realidade. E cito apenas a realidade atual para justificar um momento muito bom para com aqueles que realmente querem trabalhar e, por conta desse esforço, estão superando os já antigos obstáculos e realizando seus sonhos de consumo pessoal. Ou melhor, estão vivendo bem – visivelmente. Agora se o Grupo dos 28, mergulhados apenas na obsessão de ter (em comparação ao colega) o melhor carro ou a melhor casa da rua, não conseguem confiança profissional, não consegue manipular a consciência da maioria do segmento, não consegue convencer ninguém com as suas frustrações e pleitos descabidos e, principalmente, querer ganhar além do tolerável é porque a realidade é real e não cabe destemperos de alienados. Nesse momento o segmento Educacional vive um bom momento, pois os índices estão sendo superados. A gestão da Pasta Educação, em Coelho Neto, já estar bem acima na escala rumo a excelência desse indicador Social. E isto dói no “juízo” de quem prega terrorismo nas praças e ruas da nossa cidade. O soldo mensal de cada trabalhador deve chegar ao mesmo conforme a sua dedicação, seu comprometimento para com a causa e, principalmente, como reconhecimento aos resultados no objetivo trabalhado. Assim, os frustrados serão, naturalmente, colocados no lugar merecido; dando espaço para os verdadeiros trabalhadores. Simples assim.
Ah, parabenizo o companheiro Samuel, do Blog Língua Solta, por conta da sua iniciativa conforme a sua postagem, e que reproduzo agora:

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR....


Depois do sucesso que se tornou a charge do Loko do $indicato, nos reportamos à postagem do blogueiro oficial do $intasp, do dia 30 de maio sobre a manifestação de servidores do município. Sobre a matéria destacamos alguns pontos/questionamentos que ficaram pendentes:
  • Implantar o Piso Salarial Nacional do Magistério em Coelho Neto não ocasionaria perdas aos professores haja visto que o que está regulamentado é para 40 horas e no município tudo é baseado em 20 horas?
  • Que avaliação, que elementos, que dados, que provas documentais, que estatísticas do Ministério da Saúde o $intasp utilizou para classificar a saúde do município como péssima? A reclamação foi feita baseada em dados, numa avaliação concreta ou em achismo e denuncismo barato?
  • O blogueiro que faz parte da diretoria do $intasp escreveu na sua matéria: “Governos anteriores duvidaram disso e tiveram que pagar um preço alto e no final reconheceram como justas e possíveis as reivindicações desses servidores”. Essa fala é direcionada aos ex-prefeitos Márcia e Magno Bacelar? Que preço foi esse? Quer dizer que os ex-administradores só reconheceram as “justas e possíveis” reivindicações no final?
  • Nos governos da ex-prefeita Márcia Bacelar e do ex-prefeito Magno Bacelar houveram sucessivas greves. Naquela época com Américo a frente, a entidade espraquejava os dois mandatários como perseguidores e tal. Notícias recente já dão conta de que os dois ex-mandatários poderão se juntar ao vereador petista visando as próximas eleições. O que mudou? Os ex-prefeitos foram péssimos e naquela época o $indicato estava cobrando direitos que não estavam sendo cumpridos ou os ex-prefeitos fizeram muito pela educação e o $indicato não quis reconhecer isso?
  • Em números, o que o $intasp classifica como “multidão" de servidores que estava em caminhada pelas ruas de Coelho Neto?
  • Se houve tanta gente assim, cadê as fotos da “multidão” presente da dita manifestação?